A Igreja Matriz de São Jorge, em Quintino, na zona norte do Rio de Janeiro, foi elevada à condição de santuário nesta quinta-feira (23), quando se celebra o dia do santo guerreiro.

O anúncio oficial foi feito nesta manhã, na missa das autoridades, presidida pelo Cardeal Dom Orani Tempesta. Em mensagem nas redes sociais, a administração da igreja comemorou.
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“Um marco de fé, devoção e reconhecimento de toda a caminhada do nosso povo, que há anos mantém viva a chama de São Jorge em Quintino. Hoje, mais do que nunca, celebramos essa conquista com o coração cheio de gratidão e esperança!”, diz o perfil da igreja no Instagram.
Na Igreja Católica, um santuário é uma espécie de título especial concedido pelo bispo a um templo devido à sua importância religiosa, peregrinações ou devoção específica.
A paróquia foi criada oficialmente em 1945, quando o então arcebispo de São Sebastião do Rio de Janeiro, Dom Jaime de Barros Câmara, nomeou o primeiro pároco para a Paróquia de São Jorge, Carmelo Loréfice.
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Segundo a igreja, a devoção no local teria começado quando algumas senhoras se reuniam todo o final de tarde para rezar o terço em uma varanda de uma das casas da rua Clarimundo de Melo, onde é atualmente o santuário.
Ao observar a prática, um português trouxe da terra natal uma imagem de São Jorge e presenteou as senhoras.
“Algum tempo depois, foi adquirido o terreno onde foi construída a capela para São Jorge, muito simples e pobre no alto do monte de difícil acesso, pois 54 degraus estreitos nos levavam à porta principal da capela”, diz a paróquia.
São Jorge
O dia de São Jorge é feriado no estado do Rio de Janeiro desde 2008. Em 2019, ele foi oficializado como padroeiro do estado.
São Jorge é considerado padroeiro dos cavaleiros, soldados, escoteiros, esgrimistas e arqueiros. Para o catolicismo romano, religião mais numerosa no Brasil, ele representa coragem, proteção e a ideia de que o bem derrota o mal.
São Jorge é um dos santos de maior apelo popular da igreja católica, além de ser cultuado também em outras religiões como a Igreja Anglicana e a Ortodoxa. Também marca presença no sincretismo religioso, fenômeno que ocorre quando elementos de diferentes tradições religiosas são combinados em uma única prática ou crença.
Nas religiões afro-brasileiras, Umbanda e Candomblé, a figura do santo é frequentemente ligada a Ogum, orixá guerreiro, senhor do ferro e das batalhas. Em algumas regiões, como na Bahia, também pode ser associado a Oxóssi, orixá da caça e da fartura.


