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Rio: reserva marinha alia proteção ambiental com atividades econômicas

A cidade do Rio de Janeiro agora conta com uma reserva de desenvolvimento sustentável de 3 mil hectares com

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 ambientes marinhos, ilhas e costões rochosos que servem de habitat para diversas espécies da fauna e flora, inclusive algumas ameaçadas de extinção.

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Criada nesta semana, a Reserva de Desenvolvimento Sustentável Estadual Marinha Urupirá fica

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 na zona oeste da capital e

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 se estende da ilhota do Frade, em Guaratiba,

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 até a Pedra do Pontal, no Recreio. A ideia é

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 proteger os ecossistemas marinhos e costeiros e ao mesmo tempo

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 garantir condições para a manutenção de atividades econômicas como a pesca artesanal e o turismo sustentável.

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Reserva marinha alia proteção ambiental com atividades econômicas. Divulgação do governo do estado do Rio

Reserva marinha alia proteção ambiental com atividades econômicas

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 – Divulgação do governo do estado do Rio

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“É um passo fundamental para o cumprimento das metas que o Brasil aderiu em relação à Convenção para Proteção da Biodiversidade. São conhecidas como metas 30×30, que é ter 30% do seu território protegido dentro de unidades de conservação”, afirma o secretário estadual do Ambiente e Sustentabilidade, Ricardo Mascarenhas.

Estabelecida na COP-15 da Biodiversidade, em Montreal, no Canadá, em 2022, a meta 30×30 prevê que 30% da superfície terrestre, mar e águas interiores do país façam parte de unidades de conservação, até 2030.

“É uma meta que o Estado já alcançou no que se refere à proteção da parte terrestre do seu território. A outra meta é de ter 30% das águas jurisdicionais de cada país, também protegidas”, destaca o secretário.

A categoria de Reserva de Desenvolvimento Sustentável (RDS) permite conciliar a conservação com as atividades tradicionais.

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 De acordo com o projeto Ilhas do Rio, mantido por uma organização da sociedade civil, que participou da criação da unidade de conservação,

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 as comunidades pesqueiras participam da gestão da área.

Além disso, estão previstas ações como monitoramento participativo dos recursos pesqueiros e dos ecossistemas, pesquisas científicas, educação ambiental, fiscalização reforçada e desenvolvimento ordenado do ecoturismo e da visitação, segundo o Ilhas do Rio.

Levantamento

Estudo técnico feito pelo

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 Ilhas do Rio

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  para embasar a criação da reserva identificou, por exemplo, 102 espécies de peixes que habitam recifes de corais, das quais três são endêmicas do país. Trinta e nove espécies do ecossistema da região são de interesse de pescadores, como garoupas (Epinephelus sp.), corvinas (Micropogonias furnieri), sargos (Anisotremus surinamensis), robalos

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  (Centropomus sp.) e xaréus (família Carangidae).

Também foram identificadas 143 espécies de organismos que vivem no leito do mar, os chamados seres bentônicos, como polvos e lagostas de alto valor pesqueiro. Nesse ambiente, ainda foram

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 encontradas espécies ameaçadas de extinção, como o coral-cérebro (Mussismilia hispida), a estrela-do-mar Astropecten brasiliensis e o ouriço-lilás (Lytechinus variegatus).

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“Esses estudos mostraram que a região, as ilhas, os costões rochosos, áreas rasas, elas são muito importantes para as espécies de peixe, por exemplo, espécies ameaçadas como garoupas e chernes [Hyporthodus niveatus], são

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 locais onde aquelas espécies estão se reproduzindo. Ao mesmo tempo, a gente tinha esse conhecimento que existiam as comunidades locais de pesca tradicional, que tinham aquilo ali como um território de pesca. Então, é muito importante você balancear e entender quem são as pessoas que dependem daquele território e proteger esses usos também”, explica a gerente de pesquisas do Ilhas do Rio, Aline Aguiar.

Nessa parte do litoral também transitam espécies ameaçadas como a

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 baleia-jubarte (Megaptera novaeangliae)

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 e

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  e as tartarugas-marinhas

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 cabeçuda (Caretta caretta), de pente (Eretmochelys imbricata), oliva (Lepidochelys olivacea) e de couro (Dermochelys coriacea).

Há também aves ameaçadas que frequentam o local, como o trinta-réis-de-bico-vermelho (Sterna hirundinacea) e trinta-réis-de-bando (Thalasseus acuflavidus), e invertebrados

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 como a borboleta-da-praia (Parides ascanius) e a formiga Atta robusta.

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 Segundo o governo fluminense, o nome Urupirá resgata a memória histórico-cultural da região. De origem indígena, a palavra é uma designação ancestral atribuída à atual Ilha das Palmas e remete à expressão “cesto do peixe”, em referência à identidade pesqueira do território.

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